Reversão de cidadania catarinense e prisão de Lula geram debates na ALESC

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O projeto de reversão da cidadania catarinense concedida ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a sua prisão no âmbito da operação Lava Jato catalisaram os debates da tarde desta terça-feira, dia 10, da Assembleia Legislativa.

“Esperava que fosse votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) o projeto que revoga o título de cidadão honorário ao ex-presidente Lula, hoje condenado e preso. Se uniu ao Sarney, o grande fantasma, a Renan Calheiros, Collor, todos os corruptos que tinha ele chamou para dividir o governo”, afirmou Maurício Eskudlark (PR), vice-líder do governo.

Para Eskudlark, Lula teve a oportunidade de mudar a história do Brasil e não o fez.

“As obras superfaturadas na Venezuela, Cuba e em outros países poderiam ter sido feitas em Santa Catarina, com a duplicação a BR-470, da BR-280 e da BR-282, por isso vejo constrangimento do cidadão ao saber que aquele preso tem o título de cidadão catarinense”, ponderou o deputado.

Dirceu Dresch (PT) e Luciane Carminatti (PT) reagiram.

“Lamento ouvir isso de uma figura que já foi diretor-geral da Polícia Civil. Querem tirar Lula da eleição, mas lutei quase 40 anos pela justiça, queremos um judiciário que cumpra a Constituição, tem mais duas instâncias para recursos, o STJ e o STF para discutir o mérito. Infelizmente no Brasil pós-ditadura temos o primeiro presidente condenado e preso político”, argumentou Dresch.

“No dia 3 de abril, véspera do julgamento do habeas corpus (HC) no STF, o general Villas Bôas, comandante do Exército, publicou uma nota com o objetivo de pressionar o STF, isso é extremamente grave para democracia”, alertou Carminatti, acrescentando que no outro dia (4), por seis votos a cinco, o STF negou o HC e no dia seguinte (5) o TRF 4 autorizou a prisão do ex-presidente.

Carminatti concluiu citando uma frase do ministro Ricardo Lewandowski proferida durante o julgamento do HC de Lula.

“Este dia entrará para a história como aquele em que esta Corte decidiu de maneira clara e frontal contra a lei maior”, repetiu a representante de Chapecó.

 

Fonte: ALESC

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