Pai de Jonatas se contradiz sobre dinheiro para bancar viagem

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Os pais, Renato e Aline

Renato Openkoski, pai do menino Jonatas, que sofre de Atrofia Muscular Espinhal (AME), caiu em contradição ao tentar explicar o dinheiro usado para custear uma viagem do casal a Fernando de Noronha, no ano novo.

A reportagem foi divulgada no Programa Fantástico na noite de domingo, dia 18. A Globo explicou que o casal pediu para que a entrevista não fosse ao ar, mas a empresa de comunicação resolveu publicar por questão de interesse público.

Openkoski disse ao Fantástico que o dinheiro usado para bancar as férias com a esposa era seu. “A gente comprou as passagens. Com o nosso dinheiro”, disse o pai do menino. A atividade remunerada do casal consiste na venda de camisetas estampadas com os nomes de seus dois filhos, Jonatas e David. Contudo, em entrevista a VEJA no início de fevereiro, Openkoski havia dito que a toda a viagem foi presente de um amigo, o médico Danny César de Oliveira Jumes, que foi procurado, mas não quis falar à reportagem.

A campanha arrecadou cerca de R$ 4 milhões e por isso Renato e a esposa Aline, são investigados pelo Ministério Público por suspeita de lavagem de dinheiro e apropriação de rendimentos de pessoa com deficiência. A denúncia foi feita por Camila Clemente, tia de Jonatas, quando segundo ela o casal comprou telefones celulares com dinheiro da campanha.

Questionados sobre a compra dos aparelhos celulares, a mãe afirmou que foram comprados para ajudar na divulgação de imagens do garoto. Em seguida Renato e Aline compraram um carro de luxo de R$ 140 mil e viajaram para Fernando de Noronha, um dos destinos mais caros do país.

Os pais ainda se mudaram de uma casa simples para uma outra muito maior. A mudança repentina no padrão de vida chamou a atenção dos doadores, já que a família era de origem simples: antes do diagnóstico Renato trabalhava como palestrante religioso e Aline era estudante.

Em outubro de 2017 o Fórum de Joinville determinou que os pais da criança depositassem a quantia arrecadada em uma conta judicial, mas o casal nunca fez o depósito nem prestou conta. O Ministério Público então pediu o bloqueio das contas do casal. As contas de Renato e Aline somam R$ 2,2 milhões e o dinheiro vai sendo liberado a partir de comprovação de compra ou pagamento do tratamento do menino.

Renato diz que não leva uma vida de luxo e diz que não entende por que as pessoas estão contra eles. “Luxo seria eu ter meu filho correndo, brincando. Mas não. Ele está preso num quarto. Dinheiro para o Jonatas não é luxo, é questão de sobrevivência”, afirmou.
Com informações Veja e G1

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