Morte de jovem em Rio do Sul foi motivada por ciúmes, diz polícia

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Fotos e postagens nas redes sociais mostravam um casal feliz e declarações de amor, mas uma discussão que teria sido motivada por ciúmes acabou com a relação na sexta-feira, dia 23, à noite. Segundo a Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil, ao Jornal de Santa Catarina,  Bárbara Cristina Faes, 23 anos, teria sido morta pelo marido e teve o corpo jogado em um matagal. O crime foi considerado desvendado neste domingo, quando o homem de 26 anos teria confessado o ato em depoimento aos policiais.

De acordo com a DIC, o marido tinha ciúmes da esposa e durante a discussão na sexta-feira à noite teria batido com um rolo de macarrão na cabeça dela. Depois da agressão, ele teria amarrado a cabeça dela com uma corda dentro de um saco plástico e então levado o corpo até a Serra Taboão, onde polícia, bombeiros e IGP a localizaram às 19h de domingo. A causa da morte, segundo a perícia, teria sido asfixia. Conforme a polícia, o filho do casal, um menino de dois anos, estaria junto no carro quando o homem levou o corpo.

O marido foi preso no domingo. Nesta segunda-feira de manhã ele ainda aguardava na delegacia e deve ser encaminhado ao Presídio de Rio do Sul.  O corpo de Bárbara será velado e enterrado na Igreja São Paulo Apóstolo, no bairro Valada São Paulo, também em Rio do Sul.

Casal não tinha registros de violência

Segundo o histórico da polícia e depoimentos de familiares aos investigadores, o casal não tinha registros de violência doméstica. Eles moravam no bairro Bremer e trabalhavam na mesma cooperativa agrícola em Rio do Sul.

Inicialmente o caso era tratado como um desaparecimento. Segundo a polícia, na sexta-feira à noite, depois do crime, o marido teria ido até a família de Bárbara avisar que ela havia saído para caminhar e não tinha voltado. No sábado de manhã ele chegou a publicar nas redes sociais que ela estava desaparecida e pedia ajuda de amigos e familiares. Buscas foram feitas durante todo o fim de semana, até o momento em que o homem teria confessado o crime à polícia.

O delegado Almiro Costa, responsável pela investigação, ainda não confirmou por qual tipo de homicídio deve indiciar o homem. É possível que o crime seja enquadrado como um feminicídio.

 

POR NSC/SANTA

*Colaborou Vanessa Moltini, da NSC TV Blumenau.

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