Conscientização é fundamental para manter Rio do Sul sem dengue

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Vigilância Sanitária executa ações contínuas de prevenção e inspeção de focos.

Com a chegada do verão é fundamental redobrar atenção para se prevenir contra a dengue. O alto índice de chuvas, típicas da época, e o calor podem ser favoráveis para a formação de poças d’água e possíveis criadouros da dengue. Em Rio do Sul não há nenhum caso confirmado de transmissão. No entanto, é fundamental que os hábitos de higiene da população sejam mantidos. A Capital do Alto Vale mantém o status de não ser município infestado. Na cidade já houve suspeitas, mas não existe comprovação de casos.

Em paralelo, a Vigilância Sanitária realiza atividade contínua de prevenção, como assegura a diretora da Vigilância Sanitária de Rio do Sul, Nadir Marchi. Uma das atividades de monitoramento de focos do mosquito Aedes Aegypti consiste na instalação de mais de 400 armadilhas monitoradas por uma equipe de seis agentes de endemia.

“As instalações são montadas em locais estratégicos como transportadoras, igrejas, rodoviárias, cemitérios e, de modo geral, locais com grande circulação de pessoas”, explica Nadir. Os lugares são classificados como pontos estratégicos (PEs). Espaços a céu aberto recebem vistoria quinzenal, “oportunidade em que os agentes fazem a coleta de larvas que são enviadas para análise”.

Prevenção

As armadilhas – armazenadas em locais escuros e pouco habitados – são inspecionadas em até sete dias, visto que esse é o tempo mínimo para o desenvolvimento do ovo até o nascimento do mosquito. O monitoramento é feito num raio de 300 metros. A região mais propícia para desenvolvimento da larva é em área urbana. Os sintomas de dengue são semelhantes aos da gripe: prostração (fraqueza no corpo), dor no globo ocular, febre, dor de cabeça e cansaço físico.

Nadir orienta que em locais com grande acúmulo de objetos a atenção deve ser redobrada, como comércio de sucata de veículos, ferro velho e galpões utilizados por catadores de resíduos sólidos e recicláveis. “É fundamental que estabelecimentos dessa natureza sejam cobertos. No caso dos recicladores, a recomendação é que o serviço seja feito em área própria, murada, coberta e com piso liso e lavável”, pondera a diretora.

A Vigilância Sanitária realiza, ainda, cronograma anual de mutirões de limpeza em bairros. No ano passado as regiões atendidas foram Progresso, Barra do Taboão, Valada São Paulo e Bela Aliança. Até fevereiro será definida a agenda para este ano. Os materiais recolhidos são destinados a catadores de material reciclável. Além disso, existe também o projeto educativo ‘Rio do Sul Sem Dengue’ em escolas municipais e estaduais e creches. “A fase atual da iniciativa contempla aula prática, inspeção nos arredores da escola e um trabalho lúdico com enquetes teatrais”, diz a diretora da Vigilância Sanitária. A expectativa é conscientizar mais de sete mil alunos.

A população pode contribuir ao fazer denúncia de focos. Basta ligar no número (47) 3531-1442. Em média, o setor recebe cerca de 10 denúncias por mês.

Fonte:Mário Dáud Departamento de Comunicação

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